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Usiminas volta ao lucro, mas resultado recua frente ao trimestre anterior

Companhia registra lucro de cerca de R$ 243 milhões no 3T26; receita cai 6% em um ano e mineração enfrenta redução de vendas.

Vista da fábrica da Usiminas em Ipatinga, Minas Gerais, em fotografia de arquivo de julho de 2024.
Fábrica da Usiminas em Ipatinga, Minas Gerais, em 5 de julho de 2024. · HVL / Wikimedia Commons — CC BY 4.0. Foto de arquivo de 5/7/2024. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:F%C3%A1brica_da_Usiminas_em_Ipatinga_MG_vista_do_B._Cidade_Nova.JPG — licença: https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/

A Usiminas voltou ao lucro no terceiro trimestre de 2026, com resultado líquido de aproximadamente R$ 243 milhões, ante prejuízo de R$ 3,5 bilhões um ano antes. A recuperação anual veio acompanhada de desaceleração frente ao segundo trimestre: o lucro caiu cerca de 43%, segundo a divulgação da companhia nesta sexta-feira, 30 de outubro.

A receita líquida consolidada foi de R$ 6,2 bilhões. O faturamento cresceu 1% em relação a abril a junho, mas recuou 6% na comparação com o terceiro trimestre de 2025.

Margens abaixo do trimestre anterior

O Ebitda ajustado, resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, somou R$ 558 milhões. O valor representa avanço de 29% em um ano e redução de 27% na comparação trimestral.

A margem ajustada ficou em 9%, acima dos 6,6% de um ano antes e abaixo dos 12,4% do segundo trimestre. Assim, a melhora em relação à base de 2025 não eliminou a pressão mais recente sobre a rentabilidade.

Nos primeiros nove meses do ano, o Ebitda ajustado acumulou R$ 1,97 bilhão, crescimento de 25%, conforme a Usiminas.

Mais aço vendido e menos minério embarcado

As vendas de aço atingiram 1,034 milhão de toneladas, alta de 5% sobre o trimestre anterior. Na mineração, o volume comercializado caiu 18% na mesma base, para 2,014 milhões de toneladas.

A Usiminas atribui o desempenho mais fraco da mineração a preços menores e fretes marítimos mais elevados. O UOL relata ainda uma paralisação temporária em uma das plantas, além de investimentos de R$ 285 milhões e caixa líquido de R$ 470,7 milhões ao final de setembro.

Perspectivas dependem de custos e execução

Para o trimestre seguinte, a companhia espera estabilidade nos embarques de aço, com exportações compensando efeitos sazonais. Ao mesmo tempo, aponta pressão sobre margens associada a custos de insumos e energia.

Na mineração, a administração projeta volumes menores, em uma estratégia descrita como preservação de reservas. São perspectivas da empresa para o restante do exercício, sujeitas às condições de mercado e à execução operacional.

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