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ExxonMobil mais que dobra lucro e chega a US$ 15,4 bilhões no trimestre

Refino ganha força, enquanto margens químicas recuam; companhia gera US$ 25,7 bilhões de caixa operacional e mantém investimentos.

Refinaria da ExxonMobil em Baton Rouge, Louisiana, Estados Unidos. Fotografia de arquivo de 5 de março de 2017.
Refinaria da ExxonMobil em Baton Rouge, Louisiana, Estados Unidos. Fotografia de arquivo de 5 de março de 2017. · Foto: WClarke / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0. Refinaria da ExxonMobil em Baton Rouge, Louisiana, Estados Unidos; arquivo de 5 de março de 2017. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Exxon_Mobil_oil_refinery_-_Baton_Rouge,_Louisiana.jpg — licença: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/. Enquadramento adaptado pelo Portal sob a mesma licença.

A ExxonMobil registrou lucro líquido atribuível de US$ 15,413 bilhões no terceiro trimestre de 2026, mais que o dobro dos US$ 7,548 bilhões de um ano antes. Os números divulgados em 30 de outubro mostram um período de forte geração de caixa e de maior contribuição do refino, embora os negócios tenham enfrentado condições diferentes de mercado.

O lucro diluído por ação passou de US$ 1,76 para US$ 3,72. Já as receitas e outras entradas reconhecidas na demonstração de resultado somaram US$ 113,164 bilhões, ante US$ 85,294 bilhões. Esse total inclui vendas, resultados de participações e outras receitas, conforme as tabelas preliminares da companhia.

Resultado ajustado tem outra base

A administração também divulgou lucro ajustado de US$ 17,5 bilhões. Essa medida exclui itens identificados e efeitos estimados de diferenças temporais, incluindo impactos de marcação a mercado em derivativos ainda não liquidados.

Por isso, o valor ajustado deve ser identificado separadamente do lucro de US$ 15,4 bilhões apurado pelo padrão contábil americano. Ele é uma medida complementar usada pela gestão para analisar a operação.

Nos nove primeiros meses de 2026, o lucro atribuível acumulado foi de US$ 34,121 bilhões, frente a US$ 22,343 bilhões no mesmo intervalo do ano anterior.

Refino melhora, mas química segue pressionada

Nos comentários preparados para os investidores, a ExxonMobil descreve margens de refino excepcionalmente fortes e maior utilização de suas instalações. A companhia relaciona o desempenho à demanda por derivados, às condições de oferta e aos investimentos realizados em capacidade e produtos de maior valor.

As refinarias processaram, em média, 3,735 milhões de barris por dia no trimestre, acima dos 3,562 milhões do segundo trimestre. A produção de petróleo e gás em base equivalente, por sua vez, ficou em 4,496 milhões de barris por dia, próxima dos 4,514 milhões do período anterior.

São medidas de etapas distintas: uma acompanha o processamento nas refinarias; a outra, a produção de petróleo e gás. A gestão também informou enfraquecimento das margens químicas, o que impede tratar o ambiente favorável do refino como uma melhora uniforme de todo o portfólio.

Caixa financia investimento e redução de dívida

O caixa gerado pelas operações chegou a US$ 25,7 bilhões no trimestre. Os desembolsos de capital foram de US$ 7 bilhões, e os recursos devolvidos aos acionistas somaram US$ 9,4 bilhões, segundo a companhia.

A administração informou redução de quase US$ 11 bilhões na dívida líquida desde o começo do ano. O caixa e equivalentes encerraram setembro em aproximadamente US$ 12,2 bilhões.

Para 2027, a ExxonMobil apresentou uma meta de US$ 20 bilhões em recompras de ações, condicionada a condições de mercado consideradas razoáveis. A cifra é um objetivo futuro de alocação de capital, distinto das recompras efetivamente realizadas no trimestre.

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