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Starbucks cresce 7,2% nas lojas comparáveis, mas receita trimestral recua

Mudança do negócio na China afeta faturamento consolidado; balanço fiscal mostra margens maiores e crescimento de vendas menos intenso que no trimestre anterior.

Cafeteria Starbucks em Eagles Landing, Ontário, Canadá. Fotografia de arquivo de 28 de dezembro de 2022.
Starbucks em Eagles Landing, Ontário, Canadá. Fotografia de arquivo de 28 de dezembro de 2022. · Foto: Andrepoiy / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0. Loja em Eagles Landing, Ontário, Canadá; arquivo de 28 de dezembro de 2022. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Starbucks_Eagles_Landing.jpg — licença: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/. Enquadramento adaptado pelo Portal sob a mesma licença.

A Starbucks registrou crescimento global de 7,2% nas vendas de cafeterias comparáveis no quarto trimestre de seu ano fiscal de 2026. Apesar da alta nessa base, a receita consolidada caiu aproximadamente 4%, para US$ 9,1 bilhões, principalmente pela mudança das operações chinesas para um modelo de joint venture licenciada, segundo a companhia.

O balanço foi divulgado em 29 de outubro e cobre as 13 semanas encerradas em 27 de setembro. Portanto, o quarto trimestre fiscal da rede não corresponde aos últimos três meses do calendário de 2026.

Gasto por compra pesa mais que o aumento de transações

A companhia informou alta de 5,2% no tíquete médio e de 1,8% nas transações comparáveis no trimestre. O indicador acompanha uma base de cafeterias elegíveis e não equivale à variação da receita consolidada de todos os negócios.

O ritmo global também foi menos intenso que no terceiro trimestre fiscal, quando as vendas comparáveis haviam crescido 7,9%, com transações em alta de 4,2% e tíquete médio 3,5% maior. A comparação entre as divulgações mostra uma composição diferente do avanço: o crescimento do gasto por compra ganhou peso no resultado mais recente.

Nos Estados Unidos, as vendas comparáveis subiram 7,7% no quarto trimestre. Nos mercados internacionais, o avanço foi de 0,9%, com aumento do tíquete parcialmente compensado por queda nas transações.

Margens melhoram em bases contábil e ajustada

A margem operacional pelo padrão contábil americano chegou a 10,8%. Na medida ajustada, que exclui itens detalhados pela Starbucks, ficou em 14%.

O lucro por ação foi de US$ 0,59 na base contábil e de US$ 0,80 na ajustada. A companhia relaciona a recuperação da margem a menores despesas de reestruturação e ao efeito das vendas sobre a operação.

No conjunto do ano fiscal, a receita somou US$ 37,9 bilhões, crescimento de 2%, enquanto as vendas comparáveis globais avançaram 6,2%.

Plano de recuperação envolve atendimento e portfólio

Em carta publicada em setembro, o CEO Brian Niccol descreveu o programa Back to Starbucks como uma combinação de melhorias no ambiente das cafeterias, reforço das equipes, organização de pedidos e foco na experiência do cliente. Essa é a avaliação da administração sobre sua estratégia.

O balanço atual registra o fechamento de aproximadamente 250 cafeterias próprias na América do Norte em setembro, como parte da reorganização. Globalmente, a rede terminou o trimestre com 41.607 unidades e saldo de 303 aberturas no período, considerando lojas próprias e licenciadas.

Projeção para 2027 tem uma semana adicional

Para o ano fiscal de 2027, a Starbucks prevê queda de cerca de 1% na receita consolidada, ainda afetada pela transição do negócio chinês. A empresa estima lucro por ação ajustado entre US$ 3,15 e US$ 3,25.

O exercício terá 53 semanas, ante 52 em 2026. A projeção incorpora essa semana extra, enquanto as metas de vendas comparáveis preservam uma base de 52 semanas. Essa diferença de calendário precisa ser mantida na leitura das previsões.

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