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Fundos ligados à família Muffato chegam a 15,02% do Assaí

Participação inclui ações e derivativos; investidores dizem não buscar mudança no controle ou na administração da rede.

Fachada de uma loja Assaí Atacadista em fotografia de arquivo de maio de 2013.
Loja Assaí Atacadista em fotografia de arquivo de 2 de maio de 2013. · Carina Caracol / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0. Foto de arquivo de 2/5/2013. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:GPA2.jpg — licença: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/

Fundos ligados à família Muffato e os empresários Ederson e Everton Muffato ampliaram sua participação no Assaí para 15,02%, considerando ações ordinárias e instrumentos derivativos. A varejista comunicou o recebimento da correspondência dos investidores na quinta-feira, 29 de outubro.

O aumento da posição ganhou atenção porque envolve empresários de outro grupo do varejo alimentar e voltou a estimular avaliações sobre uma aproximação entre as operações. O documento sobre a participação, porém, não anuncia fusão ou aquisição do controle. Conforme os termos reproduzidos por Money Times e SuperHiper, os investidores afirmaram não pretender alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa do Assaí.

Quem está na posição anunciada

A comunicação reúne os fundos Snapper Rocks Strategy, WHG Apache e Exitus, além dos dois empresários. Segundo o relato do Money Times, o investimento integra a estratégia do grupo e não tem uma participação final específica como objetivo declarado.

Os investidores também informaram não possuir acordos ou contratos para regular o exercício do voto ou a compra e venda de valores mobiliários da companhia. Essa declaração descreve a situação comunicada ao mercado; não equivale a um compromisso de que a posição permanecerá inalterada no futuro.

O percentual de 15,02% agrega ações e derivativos. A composição importa porque uma posição econômica que inclui esses instrumentos não pode ser automaticamente tratada como transferência do mesmo percentual do poder de controle da empresa. A notícia documenta o tamanho da exposição informada, sem anunciar mudança de comando.

A participação tem uma trajetória anterior

Em análise citada pelo InfoMoney, o JPMorgan relembra a aprovação, pela Superintendência-Geral do Cade, de uma participação anterior de aproximadamente 12%, em 30 de setembro. A reportagem relaciona a decisão a condições de governança, entre elas a atuação por conselheiros independentes e a manutenção da ausência de controle.

Essa etapa anterior e o aumento agora comunicado são fatos distintos. A análise de uma participação acionária não deve ser confundida com autorização para uma fusão futura, que não foi anunciada.

Combinação de negócios continua sendo hipótese

O JPMorgan considera, segundo o InfoMoney, que o investimento poderia abrir caminho para uma combinação de negócios no futuro e aumentar a influência da família na governança do Assaí. Trata-se de uma avaliação do banco sobre cenários possíveis, e não de negociação confirmada pelas empresas.

A distinção é central para entender o anúncio: houve aumento da participação informada, enquanto os investidores mantiveram a declaração de que não buscam mudar o controle ou a administração. Uma eventual associação entre operações exigiria informações próprias sobre estrutura, condições e aprovações. Nenhum desses elementos pode ser presumido apenas a partir da compra de ações e derivativos.

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