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Motiva tem lucro de R$ 3,42 bilhões com venda de aeroportos

Resultado contábil cresce 177,9% no terceiro trimestre; sem efeitos extraordinários, lucro ajustado avança 9,8%, para R$ 750 milhões.

Trem da Linha 4–Amarela do metrô de São Paulo, operada pela ViaQuatro, em túnel, em foto de arquivo de setembro de 2014.
Wilfredor / Wikimedia Commons — CC0 1.0. Linha 4–Amarela, foto de arquivo de setembro de 2014; versão Commons e enquadramento do Portal. · Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Train_of_Line_4_of_the_Sao_Paulo_Metro_in_the_tunnel_01.jpg · Licença: https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/

A Motiva registrou lucro líquido contábil de R$ 3,42 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 177,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi beneficiado pela conclusão da venda de sua plataforma de aeroportos à mexicana ASUR, segundo o comunicado da companhia.

Na medida ajustada, que exclui efeitos extraordinários, o lucro foi de R$ 750 milhões, crescimento de 9,8%. As duas cifras têm bases diferentes: o salto do resultado contábil incorpora efeitos da venda, enquanto o ajustado procura mostrar o desempenho sem esses eventos.

Venda combina pagamento e transferência de dívida

A transação foi concluída em 1º de setembro e envolveu 20 aeroportos. A Motiva informou valor da empresa de R$ 12,21 bilhões, composto por R$ 5,187 bilhões pela participação acionária e R$ 7,024 bilhões em dívidas dos ativos.

O valor total do negócio, portanto, não equivale ao dinheiro recebido pela companhia. O ingresso em caixa ficou em aproximadamente R$ 5,19 bilhões após ajustes, conforme também informou o UOL.

Rodovias e trilhos sustentam a operação

A receita líquida ajustada ficou em cerca de R$ 3,8 bilhões. O Ebitda ajustado, resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 2,52 bilhões, avanço de aproximadamente 13,4%, com margem de 66,2%.

A empresa atribuiu o desempenho ao tráfego rodoviário, aos reajustes tarifários e à contribuição de novas operações. Citou a concessão Minas_SP e o início da cobrança de pedágios na Motiva Paraná, na Motiva Sorocabana e na RioSP. Com a saída dos aeroportos, o grupo concentra sua atuação em rodovias e trilhos.

Endividamento recua

A dívida líquida consolidada encerrou setembro em R$ 30,08 bilhões, queda de 9,14% em relação ao trimestre anterior. A relação entre essa dívida e o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses ficou em 3,2 vezes. Segundo a companhia, a venda dos aeroportos contribuiu para a redução da alavancagem.

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