A Motiva registrou lucro líquido contábil de R$ 3,42 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 177,9% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado foi beneficiado pela conclusão da venda de sua plataforma de aeroportos à mexicana ASUR, segundo o comunicado da companhia.
Na medida ajustada, que exclui efeitos extraordinários, o lucro foi de R$ 750 milhões, crescimento de 9,8%. As duas cifras têm bases diferentes: o salto do resultado contábil incorpora efeitos da venda, enquanto o ajustado procura mostrar o desempenho sem esses eventos.
Venda combina pagamento e transferência de dívida
A transação foi concluída em 1º de setembro e envolveu 20 aeroportos. A Motiva informou valor da empresa de R$ 12,21 bilhões, composto por R$ 5,187 bilhões pela participação acionária e R$ 7,024 bilhões em dívidas dos ativos.
O valor total do negócio, portanto, não equivale ao dinheiro recebido pela companhia. O ingresso em caixa ficou em aproximadamente R$ 5,19 bilhões após ajustes, conforme também informou o UOL.
Rodovias e trilhos sustentam a operação
A receita líquida ajustada ficou em cerca de R$ 3,8 bilhões. O Ebitda ajustado, resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização, alcançou R$ 2,52 bilhões, avanço de aproximadamente 13,4%, com margem de 66,2%.
A empresa atribuiu o desempenho ao tráfego rodoviário, aos reajustes tarifários e à contribuição de novas operações. Citou a concessão Minas_SP e o início da cobrança de pedágios na Motiva Paraná, na Motiva Sorocabana e na RioSP. Com a saída dos aeroportos, o grupo concentra sua atuação em rodovias e trilhos.
Endividamento recua
A dívida líquida consolidada encerrou setembro em R$ 30,08 bilhões, queda de 9,14% em relação ao trimestre anterior. A relação entre essa dívida e o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses ficou em 3,2 vezes. Segundo a companhia, a venda dos aeroportos contribuiu para a redução da alavancagem.














