O Grupo Volkswagen registrou prejuízo líquido de € 5,822 bilhões entre julho e setembro de 2026, ante perda de € 1,072 bilhão no mesmo trimestre de 2025. A receita caiu de € 80,305 bilhões para € 75,277 bilhões, redução de aproximadamente 6,3%, segundo as demonstrações trimestrais.
O resultado operacional também ficou negativo: prejuízo de € 5,860 bilhões, contra € 1,299 bilhão um ano antes. Os números se referem ao grupo que reúne Volkswagen, Audi, Porsche, Škoda e outras marcas.
Baixas contábeis pressionam o trimestre
Na apresentação aos investidores, a empresa informou cerca de € 7,8 bilhões em efeitos especiais negativos no terceiro trimestre.
Entre os principais itens estão uma baixa de € 6,4 bilhões no ágio associado à Porsche e € 1 bilhão em ativos de empresas consolidadas na China. O ágio é o valor contábil atribuído a expectativas de rentabilidade futura; sua redução reconhece uma revisão dessas expectativas. As baixas citadas são contábeis e não correspondem, por si só, a um desembolso de igual valor no período.
O acumulado e os desafios da operação
De janeiro a setembro, a receita do grupo somou € 233,4 bilhões, ante € 238,7 bilhões um ano antes. O resultado operacional foi de aproximadamente € 100 milhões. Excluídos os efeitos especiais apresentados pela companhia, chegou a € 8,8 bilhões, com margem de 3,8%.
O diretor financeiro e de operações Arno Antlitz atribuiu a pressão sobre a rentabilidade às tarifas dos Estados Unidos, à retração do mercado chinês e à competição na Europa. Segundo ele, os elétricos também rendem menos ao grupo que os veículos a combustão, embora tenham peso crescente nos pedidos europeus.
A administração apresentou essas dificuldades ao divulgar o balanço dos nove meses. O desempenho do trimestre mostra a combinação de receita menor e ajustes contábeis relevantes, que precisam ser considerados separadamente na leitura do resultado.














