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Lucro da Hershey mais que dobra e chega a US$ 580,8 milhões no trimestre

Receita cresce 3%, apoiada por preços e aquisição; empresa mantém cautela com o consumo e eleva projeção de lucro ajustado para 2026.

Barra embalada de chocolate ao leite Hershey's sobre uma superfície marrom, em foto de arquivo de 2014.
Willis Lam / Wikimedia Commons — CC BY-SA 2.0. Foto de arquivo de 2014. · Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Hershey's_Milk_Chocolate_Bar.jpg · Licença: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/

A Hershey registrou lucro líquido de US$ 580,8 milhões no terceiro trimestre de 2026, ante US$ 276,3 milhões um ano antes, segundo as tabelas do resultado divulgado em 29 de outubro. A receita líquida avançou 3%, para US$ 3,28 bilhões. O período terminou em 27 de setembro.

Preços sustentam a receita

Nas explicações preparadas para a apresentação do balanço, a fabricante descreveu um cenário de consumidores mais cautelosos. O crescimento orgânico das vendas, que exclui aquisições e o efeito das moedas, foi de 0,8%.

A realização de preços acrescentou aproximadamente 11 pontos percentuais ao crescimento, enquanto o efeito de volume e mix de produtos retirou cerca de dez pontos. A medida de mix considera a composição das vendas; não corresponde apenas à quantidade de unidades comercializadas. A compra da LesserEvil contribuiu com outros 2,1 pontos para a receita reportada.

Resultado ajustado tem base diferente

O lucro ajustado por ação diluída foi de US$ 2,64, alta de 103,1%. Essa medida exclui itens definidos pela companhia, como efeitos da marcação a mercado de derivativos de matérias-primas, reorganização e despesas de aquisição e integração. Por isso, não deve ser confundida com o lucro líquido contábil.

O indicador ajustado incluiu US$ 0,22 por ação em restituições tarifárias recebidas no trimestre, de acordo com a Hershey.

Projeções para o ano

A companhia passou a projetar crescimento de aproximadamente 5% para a receita de 2026, com avanço orgânico próximo de 3%. Para o lucro ajustado por ação, a faixa de crescimento prevista subiu para 36% a 38,5%.

São estimativas da empresa, ainda sujeitas ao desempenho dos próximos meses. A projeção incorpora restituições tarifárias já recebidas, mas não considera eventuais novas devoluções no futuro.

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