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BP amplia lucro no terceiro trimestre e reduz dívida líquida para US$ 13,9 bilhões

Lucro contábil atribuível chega a US$ 4,7 bilhões; indicador ajustado, favorecido pelo refino e pela negociação de energia, soma US$ 8,46 bilhões.

Posto de combustíveis BP em Langley, no Reino Unido, fotografado em setembro de 2024.
Posto BP em Langley, no Reino Unido, em fotografia de arquivo de 8 de setembro de 2024. · David Howard / Geograph / Wikimedia Commons — CC BY-SA 2.0. Foto de arquivo de 8/9/2024. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:BP_petrol_station_on_Parlaunt_Road,_Langley_-_geograph.org.uk_-_7877203.jpg — licença: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0/

A BP registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 4,696 bilhões no terceiro trimestre de 2026, ante US$ 1,161 bilhão um ano antes. O resultado divulgado nesta sexta-feira, 30 de outubro, acompanha uma geração de caixa mais forte e a redução do endividamento.

O número contábil deve ser separado do lucro subjacente a custo de reposição, medida ajustada utilizada pela companhia. Esse indicador alcançou US$ 8,458 bilhões, contra US$ 2,210 bilhões no terceiro trimestre de 2025 e US$ 5,732 bilhões no segundo trimestre de 2026.

Indicadores medem resultados diferentes

Na reconciliação da BP, o lucro contábil inclui ganhos associados aos estoques. A medida a custo de reposição retira esse efeito; o indicador subjacente também exclui os itens classificados como ajustes.

Por isso, apresentar os US$ 8,46 bilhões como lucro líquido contábil levaria a uma comparação incorreta. O lucro a custo de reposição, antes dos ajustes adicionais, foi de US$ 3,098 bilhões.

A reportagem da RTTNews publicada pela Nasdaq informa ainda que vendas e outras receitas operacionais somaram US$ 68,399 bilhões, ante US$ 48,420 bilhões um ano antes.

Caixa permite reduzir a dívida

A apresentação financeira da companhia registra fluxo de caixa operacional de aproximadamente US$ 14,8 bilhões no trimestre e investimentos de capital de cerca de US$ 3 bilhões.

A dívida líquida terminou setembro em aproximadamente US$ 13,9 bilhões, abaixo dos US$ 22,3 bilhões de junho. A melhora ocorre em um trimestre no qual a BP atribui o avanço dos resultados ajustados principalmente às margens de refino e à negociação de gás e energia.

Produção exige outra leitura

A maior rentabilidade não corresponde a um aumento generalizado dos volumes. Segundo a RTTNews, a produção de upstream ficou em aproximadamente 2,22 milhões de barris equivalentes de petróleo por dia, abaixo de cerca de 2,36 milhões um ano antes.

Para 2026, a companhia passou a projetar produção média entre 2,210 milhões e 2,250 milhões de barris equivalentes por dia. Essa faixa é uma previsão, sujeita às condições operacionais; não representa um resultado anual já alcançado.

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