A Mastercard registrou lucro líquido de US$ 4,63 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 17,9% em relação ao mesmo período de 2025. A receita líquida somou US$ 9,81 bilhões, avanço de 14%, segundo o balanço divulgado nesta quinta-feira (29).
O desempenho combina crescimento no processamento de pagamentos e nos serviços vendidos pela companhia, como soluções complementares à rede. Os números se referem ao trimestre encerrado em setembro.
Serviços avançam mais que a rede
A receita líquida da rede de pagamentos cresceu 11%. Nos serviços e soluções de valor agregado, a expansão foi de 19%. Segundo a Mastercard, volumes, demanda por serviços e preços contribuíram para esse movimento.
O volume bruto movimentado com cartões da marca, que inclui compras e saques, chegou a US$ 2,95 trilhões, alta de 7% em moeda local. Esse volume não corresponde à receita da Mastercard: representa o dinheiro movimentado pelos usuários.
O volume de operações entre países cresceu 11%, também em moeda local, e o número de transações processadas pela rede aumentou 9%.
Lucro por ação e ajustes
O lucro diluído por ação foi de US$ 5,28, ante US$ 4,34 um ano antes. Na medida ajustada, que exclui determinados eventos não recorrentes, o valor passou de US$ 4,38 para US$ 5,31.
O ajuste retira, entre outros itens, provisões para processos judiciais e efeitos de investimentos em participações. A medida é apresentada pela empresa como complemento ao resultado contábil, conforme também detalhou o UOL.
Despesas e remuneração dos acionistas
O lucro operacional alcançou US$ 5,86 bilhões, com margem de 59,8%. As despesas operacionais cresceram 11,4%, para US$ 3,95 bilhões. Descontos e incentivos a clientes aumentaram 18%; a receita líquida da rede já considera esses pagamentos.
Durante o trimestre, a Mastercard gastou US$ 3 bilhões na recompra de 5,3 milhões de ações e distribuiu US$ 763 milhões em dividendos. Esses valores correspondem a operações realizadas no período, não a uma nova projeção.














