A Deezer anunciou em 13 de outubro de 2026, um botão para ocultar dos resultados de busca músicas produzidas inteiramente por inteligência artificial. A implantação será global até o fim de 2026, segundo a empresa. O anúncio não significa que o recurso já esteja liberado para todos.
O que muda para quem escuta
Quando ativado, o filtro esconderá faixas, álbuns e artistas associados ao conteúdo identificado como totalmente sintético. O usuário poderá desligá-lo para voltar a encontrar esse material. A plataforma já exclui músicas detectadas como inteiramente geradas por IA das recomendações automáticas e das seleções editoriais.
O filtro se concentra em músicas criadas inteiramente por plataformas de IA generativa. Segundo a Deezer, obras em que a tecnologia apenas auxilia parte do processo criativo humano recebem tratamento diferente.
A Deezer afirma ter identificado mais de 42 milhões dessas faixas entre janeiro de 2025 e agosto de 2026. O alcance anunciado depende da classificação feita por sua ferramenta de detecção.
Uma escolha pedida pelos ouvintes
A decisão tem como pano de fundo uma pesquisa encomendada pela companhia à Ipsos. No levantamento divulgado em novembro de 2025, 45% dos usuários de streaming ouvidos disseram querer uma opção para filtrar músicas inteiramente feitas por IA.
O estudo ouviu 9 mil adultos de 18 a 65 anos em oito países, entre eles o Brasil. Desse total, 6.791 usavam streaming musical. As entrevistas online ocorreram de 6 a 10 de outubro de 2025, portanto os percentuais não são uma medição realizada agora.
A pesquisa também encontrou apoio à identificação desse conteúdo: 80% do conjunto de participantes concordaram que músicas totalmente geradas por IA deveriam receber um aviso claro.














