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Intel fatura US$ 16,5 bilhões com avanço de servidores e pressão nos PCs

Receita cresce 20,9% no terceiro trimestre; lucro por ação ajustado melhora, enquanto a previsão para o fim do ano reflete negócios com ritmos diferentes.

Sede da Intel em Santa Clara, na Califórnia, em fotografia de arquivo de abril de 2011.
Sede da Intel em Santa Clara, Califórnia, em fotografia de arquivo de 29 de abril de 2011. Recorte em 16:9 para preservar o logotipo. · Sixflashphoto / Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0. Foto de arquivo de 29/4/2011, com recorte 16:9. Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Intel_HQ.jpg — licença: https://creativecommons.org/licenses/by-sa/4.0/

A Intel registrou receita de US$ 16,5 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 20,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números divulgados em 29 de outubro mostram uma companhia com duas dinâmicas: a demanda por processadores para servidores sustentou a expansão, enquanto o mercado de computadores pessoais perdeu força.

O trimestre fiscal terminou em 26 de setembro. O lucro diluído por ação foi de US$ 0,60 pelo padrão contábil americano, ante US$ 0,90 um ano antes. Já a medida ajustada, que exclui itens detalhados na reconciliação da empresa, subiu de US$ 0,23 para US$ 0,52. A melhora do indicador ajustado, portanto, não equivale a crescimento do lucro por ação contábil.

Servidores ganham espaço no resultado

A divisão de data centers e inteligência artificial, DCAI, faturou US$ 7,3 bilhões. Segundo o diretor financeiro, Dave Zinsner, houve avanço de 17% sobre o trimestre anterior e de quase 80% na comparação anual. O lucro operacional do segmento chegou a aproximadamente US$ 3 bilhões.

A administração atribui o desempenho ao aumento da oferta de processadores e à demanda de grandes provedores de nuvem, empresas e novos operadores de infraestrutura. Na avaliação da Intel, aplicações de IA que executam sequências de tarefas ampliam o uso de CPUs, além dos aceleradores especializados. Essa leitura descreve a oportunidade de mercado apontada pela companhia, sem garantir a evolução futura da demanda.

Computadores pessoais seguem outra trajetória

Na divisão de produtos para clientes, CCPG, a receita foi de US$ 8,1 bilhões, queda de 9% frente ao trimestre anterior e de 5% em um ano. A gestão relaciona a fraqueza à disponibilidade e ao preço das memórias, às restrições dos orçamentos de tecnologia e ao ajuste de estoques dos fabricantes de computadores.

O contraste impede tratar o crescimento consolidado como uma recuperação uniforme de todos os negócios. Mesmo com a expansão informada nas receitas de PCs com IA, o conjunto da divisão recuou.

Margens melhoram, mas fundição ainda tem perdas

A margem bruta consolidada ficou em 43% no padrão contábil e em 44,1% na medida ajustada. A Intel atribui parte da evolução à redução de custos de fabricação e à composição dos produtos vendidos.

A Intel Foundry, responsável pela fabricação de chips, registrou perda operacional de US$ 1,9 bilhão. A companhia informou melhora sequencial dos custos e dos rendimentos industriais, mas reconheceu que ainda precisa avançar para tornar o negócio sustentavelmente rentável.

O que a Intel espera do último trimestre

Para o quarto trimestre, a projeção de receita ficou entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões. No ponto médio da faixa, a administração estima margem bruta ajustada de 38% e lucro por ação ajustado de US$ 0,25.

A previsão combina demanda forte em data centers com nova redução esperada nos produtos para PCs. São estimativas da gestão, sujeitas à disponibilidade de componentes, à execução industrial e ao comportamento dos clientes.

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