A Alphabet, controladora do Google, registrou receita de US$ 127,577 bilhões no terceiro trimestre de 2026, alta de 25% em um ano. O Google Cloud teve o avanço mais forte entre as grandes divisões: seu faturamento cresceu 103%, para US$ 30,709 bilhões, conforme o resultado oficial publicado em 28 de outubro.
A expansão das vendas veio acompanhada de aumento de 30% no lucro operacional, para US$ 40,576 bilhões. A margem operacional passou de 30,5% para 31,8%, segundo a apresentação de resultados.
Receita maior não significou resultado final maior
O resultado disponível aos acionistas ordinários recuou de US$ 34,979 bilhões para US$ 26,170 bilhões. Essa rubrica deve ser distinguida do lucro operacional e identificada corretamente ao comparar os números do grupo.
O balanço também mostra uma inversão em outras receitas e despesas líquidas: o saldo positivo de US$ 12,759 bilhões de um ano antes deu lugar a uma despesa líquida de US$ 8,221 bilhões. A mudança ajuda a entender por que o avanço da operação conviveu com a queda do resultado final; não permite atribuí-la automaticamente aos investimentos em inteligência artificial.
Nuvem acelera; publicidade mantém peso
O Google Cloud também ampliou o lucro operacional, de US$ 3,594 bilhões para US$ 11,121 bilhões. A empresa atribuiu o crescimento à infraestrutura e às soluções de IA para empresas, aos serviços centrais da plataforma e às vendas de sistemas TPU.
Busca e outros anúncios somaram US$ 63,350 bilhões. Embora a nuvem tenha crescido mais rapidamente, essa receita continuou superior ao dobro do faturamento do Cloud.
Investimento e adoção de IA
Os investimentos em bens de capital chegaram a US$ 51,355 bilhões no trimestre, ante US$ 23,953 bilhões um ano antes, de acordo com os slides financeiros. Investimento em ativos e despesa operacional são medidas diferentes e não devem ser descontados indistintamente do lucro.
Na apresentação aos investidores, o presidente Sundar Pichai afirmou que o aplicativo Gemini alcançou um bilhão de usuários. A medida é uma informação divulgada pela companhia, assim como suas avaliações sobre a demanda futura por infraestrutura.














