O varejo brasileiro cresceu 6,3% no terceiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS), divulgado em 13 de outubro. O avanço foi de 1,6% frente ao segundo trimestre.
Setembro, porém, terminou com queda de 0,3% ante agosto, na série com ajuste sazonal. Na comparação com um ano antes, as vendas subiram 5,4%. O crescimento acumulado de janeiro a setembro chegou a 4,7%, conforme a Reuters.
Combustíveis e alimentos lideram as altas
Cinco dos oito segmentos divulgados cresceram em setembro sobre igual mês de 2025. Combustíveis e lubrificantes avançaram 13,4%, seguidos pelo grupo de supermercados, alimentos, bebidas e fumo, com 11,9%.
Na outra direção, tecidos, vestuário e calçados recuaram 4,4%; móveis e eletrodomésticos, 0,5%; e material de construção, 0,4%.
Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, atribuiu à renda a sustentação das compras cotidianas. Segundo ele, as condições de crédito continuam limitando os setores que dependem mais de financiamento.
Como a Stone acompanha o varejo
O IVS é calculado com transações de clientes da Stone. O desafio é acompanhar as vendas sem confundir uma melhora do comércio com o crescimento da própria base de lojistas atendidos pela empresa.
Para isso, a metodologia combina grupos de estabelecimentos que transacionaram durante 14 meses consecutivos e ajusta os valores para torná-los comparáveis. Segundo a companhia, esse procedimento também reduz significativamente os efeitos da inflação, permitindo interpretar o indicador em termos reais.
A comparação de um mês com o anterior usa ajuste sazonal, que retira efeitos recorrentes do calendário, como datas de maior movimento. A variação anual compara o mês com o mesmo período do ano anterior. Isso explica como setembro pode ter registrado queda frente a agosto e, ao mesmo tempo, manter vendas acima de 2025.
Um retrato diferente da pesquisa do IBGE
A principal referência oficial é a Pesquisa Mensal de Comércio, do IBGE. Ela investiga uma amostra de empresas formalmente constituídas, com 20 ou mais pessoas ocupadas, e divulga indicadores de receita nominal e volume de vendas.
As diferenças de empresas pesquisadas e de método fazem com que os resultados possam seguir ritmos distintos. A alta de 6,3% é o retrato do varejo medido pela Stone, enquanto a PMC oferece outra leitura da atividade comercial.






