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Gilead e Vir fecham acordo de até US$ 1,88 bilhão para pesquisar tratamentos contra câncer

Parceria prevê três candidatos para tumores sólidos e US$ 90 milhões iniciais; valores adicionais dependem de metas.

Equipe trabalhando no laboratório Esculab, em fotografia de 2019 usada para contextualizar atividades laboratoriais.
Nazar Roshchuk / Esculab / Wikimedia Commons / CC0 — imagem ilustrativa, 2019; não retrata Gilead ou Vir · Fonte: https://commons.wikimedia.org/wiki/File:A_group_of_scientists_working_in_a_laboratory_Esculab.jpg · Licença: https://creativecommons.org/publicdomain/zero/1.0/

Gilead Sciences e Vir Biotechnology anunciaram nesta quarta-feira (14) um acordo para pesquisar três candidatos a tratamentos contra tumores sólidos. A parceria pode alcançar US$ 1,88 bilhão, mas a maior parte do valor depende do cumprimento de metas futuras.

A Vir receberá US$ 90 milhões inicialmente: US$ 65 milhões em dinheiro e US$ 25 milhões em um investimento em ações, com prêmio de 30%. Estão previstos mais US$ 45 milhões ligados a metas pré-clínicas de curto prazo e até US$ 1,74 bilhão por avanços no desenvolvimento, aprovações regulatórias e resultados comerciais. Também haverá royalties sobre vendas.

Pelo acordo, a Vir fará a descoberta, o desenho e a otimização das moléculas, com apoio de sua plataforma de inteligência artificial dAIsY. A Gilead terá licença exclusiva para selecionar e avançar os candidatos, assumindo as etapas posteriores de desenvolvimento, fabricação e comercialização.

Como a tecnologia pretende atacar o tumor

Os projetos usarão moléculas conhecidas como engajadores de células T. Segundo o Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, esses agentes conseguem se ligar a duas proteínas: uma na célula de defesa e outra na célula cancerosa. Essa aproximação ajuda o sistema imunológico a atacar o câncer.

A tecnologia PRO-XTEN, da Vir, acrescenta uma espécie de proteção molecular. Ela é desenhada para reduzir a atividade do medicamento enquanto ele circula pelo corpo. No ambiente do tumor, enzimas chamadas proteases podem remover essa proteção e ativar a molécula. A intenção é concentrar a ação no local desejado e reduzir efeitos em tecidos saudáveis, uma vantagem que precisa ser demonstrada para cada novo candidato.

Pesquisa ainda em estágio inicial

A colaboração começa na descoberta e no desenvolvimento pré-clínico. Os três novos candidatos não foram apresentados como tratamentos aprovados nem como produtos já disponíveis aos pacientes.

Depois da pesquisa inicial, o caminho de um medicamento envolve testes em pessoas para avaliar dose, segurança e eficácia. Conforme explica o instituto americano, os resultados das fases clínicas sustentam as decisões de aprovação. O anúncio não traz prazo de lançamento para as futuras terapias.

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