A American Electric Power (AEP) anunciou nesta quarta-feira (14) um investimento planejado de aproximadamente US$ 4 bilhões em uma instalação de geração elétrica perto de Cheyenne, no estado americano do Wyoming. O projeto terá capacidade prevista de 702 megawatts (MW) e fornecerá energia ao Google por meio de um contrato de compra de eletricidade de 20 anos.
A instalação usará células de combustível da Bloom Energy. A previsão é iniciar a construção ainda em 2026 e alcançar operação plena até o fim de 2028. O anúncio descreve um empreendimento em desenvolvimento: a capacidade informada ainda não está em operação, e o valor não representa dinheiro já integralmente desembolsado.
Quem construirá e quem comprará a energia
O fornecimento ficará a cargo da Cheyenne Fuel Cell, LLC. A AEP terá aproximadamente 92% do empreendimento e o controle da companhia. Fundos assessorados pela Basalt Infrastructure Partners deterão quase 8%.
O Google será o comprador da eletricidade. O contrato de longo prazo define a relação de fornecimento; não deve ser confundido com o anúncio de construção de um data center pela AEP. O projeto de geração pretende atender às necessidades crescentes de energia do Google na região de Cheyenne.
Como funcionam as células de combustível
Segundo a Bloom Energy, seus equipamentos convertem combustível em eletricidade por um processo eletroquímico, sem combustão. A proposta oferece geração disponível conforme a necessidade do consumidor, uma característica relevante para operações que precisam de abastecimento contínuo.
A ausência de combustão, porém, não equivale por si só a ausência de emissões. O anúncio inclui planos de incorporar captura de carbono ao empreendimento. Essa etapa faz parte do desenvolvimento futuro e não pode ser apresentada como uma tecnologia já instalada e funcionando no local.
A escala do investimento mostra como o acesso à eletricidade se tornou uma parte central da expansão da infraestrutura digital. No caso anunciado pela AEP, o próximo passo é transformar o contrato de fornecimento e o plano de capacidade em obras e operação efetiva.














